Coluna do Pastor Clóvis Azevedo: FAXINA DE FIM DE ANO!

FAXINA DE FIM DE ANO!

“Quero trazer à memória o que me pode dá esperança” (Jr.3:21) Dificilmente alguém numa casa não faça uma faxina de fim de ano. Tem sempre alguma coisa para guardar com cuidado e um monte de coisas para jogar no lixo. Tem aquelas coisas que a gente fica tentando guardar por mais um ano e aquelas que já estão guardadas há alguns anos só servindo para as traças e alimentar insetos. Minha Avó tinha um antigo ditado: “O que não presta a gente guarda por sete anos”. Que coisa estranha isso! Mas às vezes, guardar coisas que parecem inúteis momentaneamente pode socorrer-nos mais adiante. Na verdade a gente tem que analisar aquilo já devíamos ter jogado no lixo há muito tempo, aquilo que precisamos preservar com cuidado e aquilo que é possível passar por um processo de reciclagem, embora estejamos tão indiferentes com no trato com o lixo que produzimos. Assim como se faz a faxina da casa, da escola, do escritório, do quartinho dos fundos, é muito importante que neste final de ano cuidemos em fazer uma faxina na alma. O que existe guardado dentro de nós que precisamos jogar no lixo? Dentre as muitas as coisas estão as caixas dos ressentimentos. Muita gente angustiada, cheia de rancor por conta de conflitos e incompreensões nas relações familiares e sociais. A falta de perdão produz um lixo tóxico para alma com sérios prejuízos à saúde espiritual, física e material. Conversava com uma psicóloga sobre a problemática da alma humana e ela me afirmava que a taxa de suicídio aumenta entre dezembro e janeiro de cada ano, por ser um período em que as pessoas param para refletirem a vida, o que deu certo ou não, como foi a relação familiar e profissional; como encarar o futuro; como conviver com fracassos e frustrações, dentre outras difíceis reflexões. A inabilidade de tratar com os lixões da existência pode desencadear num processo de mortes existenciais e físicas. A pessoa mais habilitada a fazer uma faxina em sua própria casa é o dono. É ele quem conhece o que vale e o que não tem mais valor algum. Precisamos conhecer a nossa alma para tomarmos decisões. Algumas coisas teremos que jogar fora mesmo, outras vamos guardá-las com muito cuidado porque são caras e outras certamente tem como melhor destino a reciclagem. Sentimentos também se reciclam! É possível encontrar novas formas de se lidar com os problemas, ter novas percepções, encarar a realidade de forma positiva, transformar desilusões em esperança, dores em combustíveis de conforto para os que estão sofrendo e ao mesmo tempo uma ponte de passagem sobre as “impossibilidades” da vida. Segundo afirma uma aluna de Antônio Saja, Professor de Filosofia da UFBA, ele sempre termina suas palestras com três perguntas: O que você tem feito com sua única vida? O que você tem feito com a única vida dos outros? O que você tem deixado que os outros façam com sua única vida? Que adentremos o novo ano com a alma limpa de toda sorte de sombras do passado e de agentes desestimuladores da única vida neste mundo, mas carregada da gloriosa esperança de um futuro certo do outro lado desta vida, onde passaremos a eternidade no único lugar onde só terão livre acesso os que estiverem com a alma limpa (Ap.22:14).

Rev. Cloves A. de Oliveira

Publicado via Rede LSP. Smartphone

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