Dep. se calam após indicação de assinatura da CPI dos Respiradores na Bahia ser feita e não cumprida


Na última semana, o Cidade Revista buscou contato com diversos parlamentares baianos que afirmaram, seja nas redes sociais ou na imprensa, que assinariam o protocolo de requerimento de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) que busca investigar o escândalo dos respiradores envolvendo o Consórcio Nordeste.


Contando atualmente com 15 assinaturas, a CPI precisa de, pelo menos, mais seis para ser instaurada. Na oposição, antes mesmo de ser protocolada, havia a expectativa de que a Comissão nascesse sem nenhuma dificuldade.


Alguns deputados, inclusive, afirmaram que iriam assinar o protocolo, mas ao que parece estão aproveitando o recesso parlamentar para repensar sobre o caso.


Esta foi a situação do esquerdista Hilton Coelho. Em entrevista à Brado Rádio, o deputado, que se intitula oposição ao governo Rui Costa e a Direita, afirmou que iria assinar, mas até então, no portal da Alba, a sua assinatura não é constatada.


“Vamos assinar. Já declaramos nosso apoio à CPI. Não pode ficar sem apuração”, disse o deputado esquerdista à rádio.


Questionado por este Cidade Revista se manteria a sua posição, Hilton não respondeu às perguntas, pelo menos até o fechamento desta matéria.


A deputada Mirela Macedo foi outra que disse que “estudaria” a assinatura, mas em contado com este CR, não atendeu aos telefonemas e a sua assessoria afirmou “ainda não saber” do posicionamento da parlamentar sobre o tema. Mirela deixou o grupo do governador Rui Costa antes do recesso parlamentar, se tornando oposição ao governo petista.


Novo apoiador do Governo Bolsonaro na Assembleia, o deputado Samuel Júnior, também em contato com este Cidade Revista, reafirmou que irá apoiar a CPI, mas disse que será o 21º a realizar a assinatura. Ou seja, o último.


O deputado Josafá Marinho, em resposta aos nossos questionamentos, disse que “não teve como analisar o relatório e a justificativa jurídica para abertura dessa CPI, ainda”, mas que iria “analisar até a abertura dos trabalhos na Alba” o seu posicionamento.


Outros parlamentares também foram questionados, como Luiz Augusto, Vitor Bonfim e Tum, mas esses sequer responderam.


Até então votaram para a abertura da CPI: Capitão Alden, Alan Sanches, Carlos Geilson, David Rios, Katia Oliveira, Laerte do Vando, Luciano Simões Filho, Paulo Câmara, Pedro Tavares, Robinho, Sandro Regis, Soldado Prisco, Talita Oliveira, Tiago Correia e Tom Araújo.

Deram declarações na imprensa sobre o seu apoio à CPI, mas ainda não assinaram a mesma: Hilton Coelho, José de Arimateia, Jurailton Santos e Tum.


A oposição ainda conta com alguns possíveis votos, como os dos deputados Aderbal Caldas, Carlos Ubaldino, Dal, Josafá Marinho, Luis Augusto, Mirela Macedo Reinaldo Braga e Samuel Júnior.


Escândalo dos Respiradores


O governador Rui Costa foi indiciado na CPI dos respiradores na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte por improbidade administrativa, além de outros agentes políticos baianos, como o ex-chefe da Casa Civil, Bruno Dauster, e o ex-ministro Carlos Garbas.


Além de políticos, a CPI da Covid do Rio Grande do Norte indiciou servidores públicos e empresários na investigação que trata sobre a compra frustrada de 300 respiradores pelo Consórcio Nordeste e que custou R$ 48,7 milhões aos cofres dos nove estados da região.


No ano passado, quando o escândalo veio à tona, o próprio governador Rui Costa manifestou desejo de investigação, mas, após o relatório da CPI do Rio Grande do Norte, o petista ainda não se manifestou sobre o seu indiciamento feito pelo Comissão.


 

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