Economia BR. Recessão será a marca de 2015.










Apresentei projeção da economia no ano de 2015, a primeira no dia 20 de fevereiro, fiz um ajuste na projeção do crescimento/retração do PIB em 20 de abril corrigindo para situação mais desfavorável. Cada dia que passa, os números vão aproximando das minhas previsões. Estou sempre, falando linguagem que a imprensa e articulistas econômicos insistem em não entender. A imprensa divulga, via de regra, release do Palácio do Planalto.

Faço previsão baseados em números. Sou engenheiro civil e tenho habilitação em economia e estatística pela Escola de Engenharia da Universidade Federal do Paraná. Apesar de falta de transparência das contas do governo federal, tenho números básicos para fazer projeções do desempenho da economia do País. Fujo dos “achismo” divulgados pelo Boletim Focus do Banco Central do Brasil.

PIB. O crescimento/retração do PIB está sendo estimado pelo governo e pelo mercado em até (-) 1,5% para o ano de 2015. Continuo com projeção de retração de 2,5% no PIB para o ano, contrastando com a projeção do Banco Central.  O número estimado em 20 de fevereiro era (-) 2%, que foi ajustado para (-) 2,5% em 20 de abril último. Nada indica que mude a tendência da economia nos próximos 7 meses.

Dólar. Não há motivo que mude a projeção mantido desde 20 de fevereiro, fechando o ano com cotação entre R$ 3,50 a R$ 3,60. Ontem, 25 de maio, fechou próximo de R$ 3,10. Fatores externos não previstos podem alterar a projeção do dólar a qualquer momento. Não há segurança de que o número se confirme no final do ano, porém é um número factível para qualquer planejamento econômico financeiro.

Selic. Equivocadamente, o Banco Central quer “segurar” a inflação aumentando a taxa básica de juros Selic. É uma fórmula clássica para economia estável como os EEUU, Alemanha, Japão ou Reino Unido, mas está longe de atender a situação econômica como do Brasil. A taxa básica de juros Selic funciona mais como termômetro da situação da economia. Serve no Brasil para atrair capital especulativo com juros reais ao redor de 5% ao ano.  Assim sendo, a projeção inicial de 14% no final do ano, está mantido.

Inflação. A inflação oficial no mês de abril fechou em 8,17%, anualizado. O aumento de tarifas administradas e agora com o aumento de impostos e contribuições faz pressão sobre a inflação. Especula-se o aumento de combustíveis no 1º de setembro entre 6% a 9%. Isto pode causar o repique na inflação, confirmando a minha projeção da inflação aproximando de dois dígitos. Foi o que eu disse em 20 de fevereiro e mantenho a previsão.

Fator Dilma. Uma eventual renúncia ou  impeachment da presidente Dilma, poderá alterar a projeção dos números, isto está mais do que claro.  Os números projetados por este blog, pressupõe a continuidade da gestão da Dilma Rousseff à frente da presidência da República.

Ossami Sakamori

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