Irecê: Mulheres são presas acusadas de falsidade ideológica.


Documento de nascimento de um bebê foi registrado com nomes de pais adotivos. Ministério Público descobriu e juíza expediu ordem de prisão preventiva das envolvidas no caso.


Irecê: Mulheres são presas acusadas de falsidade ideológica. Foto Pascoal Ferreira


Pascoal Ferreira ─ Três mulheres estão presas na sede da 14ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin), em Irecê, acusadas de falsidade ideológica. O Ministério Público descobriu o crime e a juíza de direito Luiza Elizabeth de Sena Sales Maia, titular da 1ª Vara Criminal da Infância e da Juventude da Comarca de Irecê, expediu um mandado de prisão preventiva. Maísa Angélica Sales Lelis, Jacionete Neves de Oliveira e Juliana Neves Silva foram detidas na tarde desta quarta-feira (17), duas na cidade de Ibititá e outra em Ibipeba.

O fato ocorreu há cerca de dois anos, em Ibititá, quando Maísa era diretora do Hospital Municipal. Na época, uma mulher deu à luz um bebê na referida unidade hospitalar e, segundo Maísa, a genitora sofria de transtornos mentais e queria doar o recém-nascido. A ex-diretora emitiu a Guia de Nascimento da criança, mas, em vez de colocar os nomes dos pais biológicos, inseriu os nomes de um casal que desejava adotar a criança, configurando assim o crime de falsidade ideológica, que teve como testemunhas Jacionete e Juliana, ambas do Conselho Tutelar.

As três mulheres estão detidas em uma sala separada dos demais detentos. O advogado de defesa, Valdinei Lopes de Oliveira, já entrou com um pedido de habeas corpus para que respondam o processo em liberdade. Na manhã desta quinta-feira, o Irecê Repórter tentou, por telefone, falar com o advogado para dar maiores detalhes sobre o caso, mas não conseguiu. A criança continua morando com os pais adotivos, no município de Mirorós.

Tráfico de Crianças – Logo após a prisão das três mulheres, comentários circularam nas redes sociais, dando conta de que elas teriam vendido o bebê a um casal do estado de São Paulo, informação julgada improcedente pela delegacia local.

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(Irecê Repórter)

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