Morro do Chapéu: A POLITICA – NA CONTRA MÃO, Por Pedro Honorato.

Política não se resume a sua vertente partidária, em outros termos, a política não se resume tão somente a política eleitoral, aos partidos políticos, a essência da política buscar-se, ou seja, abordar o verdadeiro espírito e a finalidade da política no contexto social em que estamos presentes.

Para se falar em política na visão mais filosófica, é interessante se narrar de forma breve a história do surgimento da política no mundo, este se deu simultaneamente com a origem e formação da família. A família surgiu de uma necessidade de relacionamento entre os homens nas épocas mais remotas de nossa civilização, mais adiante se vislumbrou a relação homem e mulher, a relação do homem com a sua propriedade, a relação do homem com o seu escravo. A relação de escravidão é bastante peculiar, posto que esta relação remete a ideia de subordinação absoluta, nesse sentido a relação é entre uma pessoa (dono) e uma coisa (escravo), de outra maneira o escravo não detinha nenhum direito, era um mero objeto.

Ainda cabe salientar que existem outras concepções do termo escravidão, como aquela em que o próprio indivíduo se escraviza, ou seja, existem pessoas que são escravos de sua ignorância, falta de conhecimento, falta de virtudes e, talvez seja esta a pior modalidade de escravidão. Eis o ponto crucial do surgimento da política, foram as diversas relações experimentadas pelo homem, seja com a sua mulher, seja com o seu escravo, seja com outras famílias dentro de sua comunidade ou aldeia, todo esse conjunto de relações fez com que surgisse necessariamente a política, em seu termo original, a política é a arte de convencer (poder de convencer outrem), da palavra, da argumentação num debate de ideias, a política enquanto um poder, poder esse que exerce um chefe de família no seio familiar, poder esse que exerce um rei no que toca aos seus súditos. Aqui irá se tomar poder como ferramenta para a arte de convencimento, seja pela força, seja pela articulação, seja pela arte de melhor administrar, seja provocando medo ou temor nas pessoas.

Fica evidente, pois, que estou provocando em você leitor a Cidade em que você vive ela é uma criação da natureza, cercada de montes serras, das mais diversas espécies de rochas, uma vegetação invejável verde a maioria dos meses do ano, assim é nossa Morro do Chapéu, quem não queria governa-la! É por isso que em cada esquina não se fala mais em outro assunto há menos de um ano de um novo pleito, a quem vamos conceder o direito de nos governar? Muitos conhecedores por excelência desta joia rara estão à espreita esperando para nos golpear com mais um golpe de mestre, ou seja, de Marketing! Existem duas vertentes, o grupo dos Dourados e os demais. Quem se enquadra mais nos perfis descritos a cima? Os demais ou só eles? A verdade é que o homem, por natureza, é um animal político isto é, destinado a viver em sociedade, e que o homem que, por sua natureza e não por mero acidente. Política é coisa de gente grande não adiante estarem esperando quem alguém sem nenhuma expressão vai vencer um pleito tão disputado, é preciso ter jogo de cintura, quebrar paradigmas, não somente por vaidades e vinganças, esta época da política medieval já passou. Embora por aqui muitos ainda persistam em andar na contramão da historia, em praticar a política nos moldes mais arcaicos possíveis disseminando ódios, rancores e reimplantando a política medieval  em um período totalmente democrático e republicano.

Pedro Honorato

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