Política: Brasil merece muito mais que um “salvador da pátria”.

Não faz bem para minha alma de descendente de nipônicos, ver o candidato Bolsonaro exibindo a espada de samurai japonês como parte da marca da sua campanha para o cargo máximo da República.  A lembrança que me vem com a exibição do “katana” (espada), é a do escritor japonês Yukio Mishima que, em 1970,  praticou o suicídio conhecido como “sepuku” com espada própria e decapitado por um subordinado tal qual um “samurai”.  A espada do guerreiro japonês não só servia para guerra, mas também para utilizar numa derradeira situação de capitulação pelo inimigo.  Seja como for, o gesto representa a “bravata” de um candidato que se diz resolver situação de conflito político que vive o País.  Ao invés de confronto de ideologia, o Brasil merece ter um bom programa de desenvolvimento.  Nada mais!

Contrariando aos adeptos ao candidato da direita, aos do Jair Bolsonaro, que faz apologia ao ato praticado pelo coronel Ustra, algoz do jornalista Wladimir Herzog da TV Cultura de São Paulo.  Creio que é chegado o momento de sepultar de vez a ideia de retorno de militar no poder, sobretudo aquele que tal qual usa “bravatas” para amedrontar os que lutam para manter o Estado Direito Democrático, reconquistado às duras penas pelo povo brasileiro comum.

A grande imprensa dá conta de que o pré-candidato Jair Bolsonaro ventilou a ideia de aumentar de 11 para 21 o número de ministros do STF, porque, segundo sua opinião, “da forma como eles têm decidido as questões nacionais, não podemos sequer sonhar em mudar o destino do Brasil”.  O recurso da mudanças abruptas no Judiciário não é exclusividade do Brasil.  Em 2004, o presidente Hugo Chávez da Venezuela, aumentou o número de vagas na Suprema Corte do país e indicou de uma só vez 12 juízes alinhados ao governo comandado por ele.  No velho mundo, em 2010, o presidente da Turquia Erdogan aumentou de 11 para 17 o número de ministros da Corte Constitucional do país para manter o judiciário aos seus pés. Creio que o Brasil não guarda semelhança com nenhum desses países para justificar a medida proposta pelo candidato.

O País não aguenta mais a disputa de ideologias, seja de que matiz for.  O Brasil é um país com grave doença, o da predominância da corporação estatal, onde os agentes políticos em conluio com os agentes privados, se locupletam dos recursos públicos.  A mudança que o País requer, depende de esforço brutal de cada cidadão brasileiro para alcançar, no mínimo, o mesmo patamar de desenvolvimento dos países emergentes. O filme que estamos a assistir, já vi várias vezes nos meus 73 anos de vida.

O Brasil merece muito mais que um “salvador da pátria”.

Ossami Sakamori

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