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Selic de 4,5% é prenúncio de um "círculo virtuoso".



Ontem, dia 11, o Copom - Comitê de Política Monetária do Banco Central se reuniu e estabeleceu a taxa básica de juros Selic em 4,5% ao ano, como já estava previsto pelo mercado financeiro e maioria dos articulistas econômicos. Apesar da taxa básica de juros Selic ser menor desde que vigora a inflação sob regime de metas implementada há 20 anos, o resultado é decorrente da estabilidade da inflação nos níveis abaixo de 4% ao ano. A inflação anualizada é a menor dos últimos 20 anos, também.


O resultado da inflação baixa é decorrente de dois fatores principais: 1) A contenção dos gastos públicos dentro do teto dos gastos públicos limitado ao de 2016, corrigido pela inflação do período. O ministro da Fazenda do governo do Temer, diante da situação explosiva e quase incontrolável, estabeleceu o "engessamento" dos gastos públicos por período de 20 anos. 2) O brutal índice de desempregos, a maior desde a criação do Plano Real. Cerca 50 milhões de força de trabalho, dentre 110 milhões, vivem em uma das seguintes situações: desempregados, desalentados, nem-nem e subempregados. O número de empregados formais com carteira assinada, do período antes da crise econômico mundial de 2008, de cerca de 50 milhões, baixou para o atual 33,4 milhões. Nesse mesmo período, o número de inadimplentes no comércio cresceu para 62 milhões de pessoas negativadas no Serasa ou no SPC. Desta forma, conclui-se que a contenção de inflação foi por falta de poder aquisitivo da população brasileira.


O ministro da Economia Paulo Guedes, vem administrando os gastos públicos, dentro da LDO de 2019, aprovado no governo Temer. O "rombo fiscal" ou o "déficit público, previsto na LDO que era de R$ 139 bilhões vai terminar o ano ao redor de R$ 80 bilhões, menor do que previsto, em decorrência do dinheiro extra obtido com o ágio no leilão da "cessão onerosa" do pré-sal. Na outra ponta, o presidente do Banco Central, Campos Neto, vem conduzindo a "política monetária", com independência, mas em "sintonia fina" com a "política econômica" do Paulo Guedes. A "sintonia fina" explica-se pela origem de ambos, que eram gestores do mercado financeiro antes de assumir as respectivas funções públicas.


O resultado é que, as operações de fusões e aquisições, até novembro, segundo Transactional Track Record, atingiram total de R$ 275 bilhões, 10,2% acima de 2018. Desse total, cerca de 60% das transações se referiam aos grupos estrangeiros, correspondente a cerca de R$ 161 bilhões. A seguir a mesma trajetória deste ano, o ano de 2020, é de se esperar investimentos do setor produtivo muito acima do que estão sendo feitos neste ano.


Havendo investimento no setor produtivos significa criação de empregos formais e a criação de empregos formais significa maior consumo da população. Maior consumo da população significa maior arrecadação dos governos em todos níveis. Para o governo federal, maior arrecadação, significa diminuir ou eliminar o "déficit primário" ou o "rombo fiscal", um dos piores males da macroeconomia. O crescimento econômico, pode significar para a União, a eliminação do "déficit primário" ou "rombo fiscal", um dos piores males dos fundamentos macroeconômicos.


Para o leigo entender, desde 2014, o Brasil experimenta o "círculo vicioso" de sucessivos "rombos ficais", tal qual o cachorro querendo morder o próprio rabo. Com enorme sacrifício para a população, o Brasil está a entrar no "círculo virtuoso", de crescimento econômico, sustentável ao longo dos próximos anos.


Selic de 4,5% é prenúncio de um "círculo virtuoso".


Ossami Sakamori


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