Semana do Café e Arte foi realizada na comunidade de Churé, em Seabra.

Evento abordou temas como fair trade, associativismo, qualidade da produção e torra e prova do café.

Por: Nara Zaneli : Evento contou com a participação de mais de 70 produtores locais

Com o objetivo de capacitar os produtores e produtoras de Café da Chapada Diamantina, foi realizada, nos dias 16, 17 e 18 de maio, a segunda Semana do Café e Arte, na Comunidade da Churé, em Seabra. O encontro foi organizado pelo Sebrae, em parceria com a Cooperativa de Produtores Orgânicos e Biodinâmicos da Chapada Diamantina (Cooperbio).

Cerca de 70 pessoas, entre produtores e produtoras de café, presidentes de associações e comunidade em geral, das cidades de Ibicoara, Mucugê, Lençóis e Seabra, participaram de cursos, palestras e oficinas, que discutiram temas importantes como associativismo, fair trade, elaboração de conteúdo criativo para as redes sociais, Indicação Geográfica (IG), torra e prova do café e colheita e pós-colheita.

Para a presidente da Associação do Desenvolvimento Agrícola e Comunitário de Lagoa da Boa Vista (ADAC), Eurly Pinto, a Semana de Café e Arte já virou tradição e é um momento de muito aprendizado para os produtores.

“Planto café há mais de 45 anos, no povoado de Lagoa da Boa Vista, e sempre é importante aprender. Participei ativamente dos eventos e volto para casa feliz com o que eu vi durante o encontro. A oficina criativa para redes sociais foi algo muito novo para mim e fiquei motivada a entrar neste mundo virtual para divulgar o nosso café”, aponta.

Brígida Salgado, presidente da Coorpebio, ressaltou a importância dos temas discutidos durante o evento, e destacou o debate sobre fair trade, prática que defende o comércio justo de produtos e incentiva preços que permitam uma vida digna aos produtores, igualdade de gêneros, respeito aos direitos humanos e proteção ambiental.

“Estamos trabalhando cada vez com mais rigor e profissionalismo para podermos utilizar o fair trade, que é tão importante para a valorização do nosso café e dos produtores da Chapada. A Indicação Geográfica é um dos pontos fundamentais para agregarmos ainda mais valor ao nosso café, e o Sebrae é um parceiro importante nesta busca”, explica.

O consultor do Sebrae Luciano Ivo, que é mestre em Inovação e Propriedade Intelectual, ministrou um seminário sobre Indicações Geográficas para os produtores locais e ressaltou a importância do registro.

“A Indicação Geográfica é um reconhecimento oficial que é conferido a produtos típicos do seu local de origem e, no caso da Denominação de Origem, se distinguem dos similares disponíveis no mercado por apresentarem características específicas decorrentes das condições geográficas locais como solo, vegetação, clima e modo de produção. O Sebrae, há mais de dez anos, vem identificando, estruturando e impulsionando as Indicações Geográficas no País”, diz.

Para o consultor, os produtos reconhecidos como IG podem apresentar atributos que reforçam a satisfação do consumidor em adquirir algo que resgata a tradição e a identidade cultural local.

“O Café da Chapada Diamantina já é um produto muito apreciado, e com a IG, além da agregação de valor, irá fomentar o desenvolvimento socioeconômico da região, a organização dos produtores e da produção, a valorização do patrimônio cultural e o incremento do turismo em um território que já possui grande relevância no estado”, avalia Luciano.

A Jornalista Cissa Marback apresentou a ficina de Elaboração de Conteúdo Criativo sobre Cafés para mídias sociais e destacou o comprometimento do público presente com a atividade proposta. “Tive a grata surpresa de conversar com pessoas interessadas a aprender conteúdos novos. Foi um momento especial para mim, que adoro café e mergulhei neste universo para trazer exemplos reais e mostrar aos cafeicultores que inovação e bons conteúdos para internet podem ser feitos com força de vontade e um celular, por exemplo”, explica.

Um dos momentos mais concorridos foi o curso de Torra e Prova do Café, ministrado pelo especialista Hugo Wolff, que destacou também a importância das mulheres na produção dos cafés especiais. “Acho muito importante o trabalho da mulher na agricultura familiar, principalmente nos cafés especiais, porque ele demanda muito mais cuidado e capricho, e as mulheres são mais meticulosas nesse quesito. Outro fato importante para o produtor é precificar o seu café e, para isso, é preciso prezar pela qualidade da produção em todos os aspectos. O fair trade é justamente a meta que os produtores precisam alcançar”, diz

Segundo a técnica da agência do Sebrae em Seabra, Márcia Souza, a realização da Semana Café e Arte é o ponto alto pda cafeicultura na região da Chapada Diamantina e agrega conhecimento e prática diária dos produtores.

“Foi uma reunião produtiva, de muita discussão e aprendizado, em que debatemos pontos fundamentais para melhoria do manejo da produção do café, busca do IG, Aliança das Mulheres do Café e o uso de novas práticas importantes, como a divulgação das associações e seus produtos nas redes sociais”, aponta.

Edirlan Souza, gerente regional do Sebrae em Irecê, destaca o apoio que a instituição tem dado ao setor cafeeiro da Chapada Diamantina e ressalta a importância do evento realizado na comunidade da Churé.

“O Sebrae tem desenvolvido com os produtores da região ações e atividades voltadas para gestão, produção, cooperação, associativismo, melhoria da qualidade de produto, assessoria técnica, consultorias, acesso a mercados, missões e feiras. A Semana do Café e Arte condensa vários aspectos da cultura e viabiliza a troca de informações e experiências”, finaliza.

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