Campos Neto, o competente presidente do Banco Central.



Na matéria anterior escrevi sobre o resultado do primeiro ano da "política econômica" do governo Jair Bolsonaro, sob comando do ministro da Economia, Paulo Guedes. Hoje, vou escrever sobre a "política monetária" do Palácio do Planalto, sob o comando sob responsabilidade do Campos Neto, ex-gestor financeiro do grupo Santander e atual presidente do Banco Central. Para início de conversa, afirmo que o Campos Neto é muito competente no que está incumbido de fazer, o de conduzir a "política monetária" do País.


Vamos esclarecer, antes de tudo, sobre grande confusão que fazem os melhores e renomados articulistas econômicos, que se refere ao Banco Central independente. Independente do Palácio do Planalto? Isto não existe nem nas maiores economia do mundo como China, Alemanha e Japão. Os articulistas econômicos defendem Banco Central independente, baseado no modelo americano. Vamos esclarecer, antes de tudo, que os Estados Unidos é a democracia mais longevo do mundo ocidental. Querer imitar os americanos, sem seguir a democracia dos Estados Unidos, vigente desde 1787, é pedir demais para o povo brasileiro, que saiu do regime de exceção há 3 décadas. Dentro deste contexto é que existe o Federal Reserve, o Banco Central independente.


Feito o esclarecimento, voltamos ao Banco Central do Brasil, que está sendo conduzido de forma competente pelo Campos Neto, neto de um grande economista, o Roberto Campos, ministro de Planejamento do governo militar. Os articulistas econômicos no Brasil, sempre deram importância ao ministro da Economia, isto quer dizer que sempre deram dimensão maior à "política econômica" e esquecem da "política monetária". Muitas vezes, os articulistas econômicos fazem até confusão sobre a incumbência de cada uma das entidades do governo. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!


Feito o preliminar, vamos aos fatos de hoje. Em algum momento, nos próximos dias, o Campos Neto deve anunciar informalmente ou formalmente a "política monetária", sobretudo, a política cambial e sobre a liquidez do sistema bancário, leia-se depósito compulsório dos bancos sobre diversas modalidades de aplicações financeiras. Os depósitos compulsórios e a política cambial do Banco Central, não afeta diretamente à população, mas o assunto interessa demais ao setor produtivo do País.


O que ficou claro nas últimas declarações do Campos Neto, é que o Banco Central do Brasil deverá, nos próximos dias, estabelecer um novo "norte" da "política monetária", para que o setor produtivo e o mercado financeiro possam balizar os seus investimentos de longo prazo.


No momento, apenas afirmo que o Banco Central do Brasil está sob comando de uma pessoa muito competente. Campos Neto mostra porque e para que foi nomeado.


Ossami Sakamori


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