Coluna de Jorge Luís: O PMDB nosso de cada dia.

O país vive um momento político e economicamente delicado, no que se refere às incertezas que o governo Dilma repassa a sociedade. A indefinição do controle da inflação, o aumento das tarifas de serviços, os cortes no orçamento em áreas essenciais como a Educação, operação “Lava Jato”, e o gerenciamento de sua base política nos apresenta um quadro de instabilidade que vão de encontro aos projetos, obras e execução orçamentária, principalmente nas áreas de infraestrutura que foram pautadas e defendidas na última campanha eleitoral de 2014 pela Presidente.

Após o processo da redemocratização do Brasil, no início da década de 1980, e da assunção de José Sarney à Presidência, em 1985,ao segundo mandato da presidente Dilma, os seis ocupantes do Palácio do Planalto foram feitos reféns da chamada “base aliada” comandado pelo PMDB.

Sempre como maior partido, líderes extremamente experientes e habilidosos, o PMDB ao longo dessa três décadas, esteve em todos os cargos mais importantes da república e continua com o apetite voraz em ampliar sua atuação no governo da presidente Dilma, principalmente no atual cenário, prova disso, foi a repentina mudança do discurso do Presidente da Câmera Deputado Eduardo Cunha com relação ao planalto, após um jantar restrito e a nomeação do Henrique Alves para o ministério do Turismo. Jantar esse que contou com a presença do ex-governador da Bahia Jaques Wagner, inclusive, Dilma, pagou caro em não colocar Wagner na linha de frente de sua articulação política e teve de ceder ao seu Vice-Presidente e presidente do partido Michel Temer fazer um papel que caberia a ela designar logo no início desse segundo mandato.

Na Bahia, o partido comandado pelos irmãos Vieira Lima, após participar ativamente da eleição e governo de Wagner, foi para oposição antes do término do 1º mandato do então governador, e teve um papel fundamental na eleição de ACM Neto a Prefeitura da Capital, em 2012, e quer ampliar esse papel para as principais cidades do interior da Bahia nas eleições municipais do ano que vem, e prova disso foi as recentes investidas aos nomes de petistas conhecidos no Estado, dentre esses, o do ex-Prefeito de Irecê José das Virgens que admitiu o convite do partido e para refrescar nossa memória, não foi o presidente Lúcio que em entrevista a emissoras de rádio da cidade não citava o nome de Zé das Virgens na campanha de 2008 a Prefeitura de Irecê? Aliás, em 2016, a sucessão do Prefeito Luizinho Sobral(PTN) vai passar mais uma vez pelo PMDB, leia-se, o ex-Prefeito Adalberto Lélis e a atual vice Dorinha Lélis.

Contemplamos um cenário não muito promissor para o Estado brasileiro, tendo em vista que o partido da presidente Dilma está acuado, o planalto necessitará cada vez mais do Congresso e consequentemente do PMDB, e vamos ver e ouvir muito falar de reforma política,tributária, mas, sem ações concretas, pois, é necessário primeiro, mudar o perfil do nosso eleitorado nas eleições em todos os níveis.

Irecê-Ba, abril/15

Jorge Luiz

Pedagogo

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