Como tirar o Brasil do buraco! (2)

Na fórmula clássica de pensar da maioria dos jornalistas e articulistas econômicos, a minha matéria anterior Como tirar o Brasil do buraco (1) deve ter provocado um certo ceticismo quanto a viabilidade dos investimentos em infraestrutura tal qual foi proposto.  A primeira ideia é de que “qualquer” investimento provoca o “déficit primário” ou o “rombo fiscal”. Posso garantir que é uma visão tacanha, moldado ao sabor da opinião da massa.

O montante dos investimentos em infraestrutura proposta na matéria anterior é desejável que seja a média dos anos ouros do desenvolvimento do País. Prestando atenção naquela fase, o que salta aos olhos para qualquer analista é a participação dos investimentos em infraestrutura aos níveis de 4% do PIB, o que equivale ao volume de R$ 280 bilhões. É dinheiro que não acaba mais! No entanto, na minha visão de engenheiro e de bloguista político e econômico posso afirmar que a proposta é totalmente viável.

Certamente, os investimentos em infraestrutura não deverá ter como fonte o dinheiro do Orçamento Fiscal. A União tem apresentado “déficit primário” entre 2016 e 2018, nos níveis entre R$ 179 bilhões e R$ 139 bilhões.  Desta forma, seria impensável que os investimentos em infraestrutura venham do Orçamento Fiscal. Se acalmem, os jornalistas e articulistas econômicos “meia tigela”.  A seguir exporei como buscar os recursos necessários para investimentos em infraestrutura. 

O dinheiro dos investimentos em infraestrutura virão, via Parceria Público Privado, isto é, da inciativa privada.  As empresas parceiras nos diversos setores como de: construção civil, saneamento, construção de estradas, construção de ferrovias, usinas de geração elétrica de diversas fontes, linhas de transmissão, construção de rodovias, aparelhamento e modernização dos portos, “buscarão” os recursos entre os parceiros estrangeiros ou através de bancos de fomentos brasileiros e ou entidades de fomentos estrangeiros.   Vamos lembrar que as obras em infraestrutura é que utilizam mão de obra, intensivamente, criando novos empregos com carteira assinada. 

Os bancos de fomento brasileiros deverão, certamente, buscar fontes de financiamentos para infraestruturas lastreado os empréstimos de longo prazo em diversas fontes. Podemos enumerar: os recursos do FGTS, do FAT, de fundos constitucionais, 1/3 da Reserva cambial (hoje aplicado em títulos da dívida americana); uma parte dos depósitos compulsórios das Seguradoras; uma parte dos depósitos compulsórios dos Fundos de investimentos.  Enfim, não será difícil para os bancos de fomento buscarem R$ 380 bilhões ao ano necessários, para financiar as empresas privadas nos investimentos em infraestrutura. 

O volume de investimentos em infraestrutura, cerca de 4% do PIB, é mais do que necessário para fazer o Brasil crescer, pelo efeito cascata, algo como 5% a 6% ao ano.  O volume de investimento é crucial, não só para crescimento do PIB, mas sobretudo para criação de 1,6 milhão de empregos, com carteira assinada, indicado na matéria anterior. É necessário quebrar alguma paradigma, tem.  

A tarefa de convencimento da aplicação da fórmula proposta nesta matéria, encontrará resistência, não pelo lado dos formuladores da política econômica dos presidenciáveis, mas, pelos jornalistas e articulistas econômicos lotados nas aldeias globais, que infelizmente fazem a cabeça dos eleitores.  

Na próxima matéria trataremos dos “déficits públicos” ou os “rombos fiscais”. 

Ossami Sakamori

#ComotiraroBrasildoburaco2

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