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O RETRATO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NAS ESCOLAS BRASILEIRAS

O tema da inclusão traz discussões acerca do enfoque multidisciplinar, na qual se mostra que todos podem contribuir e oferecer apoio à pessoa com deficiência ou algum transtorno que envolve o fracasso escolar, principalmente aqueles com altas habilidades.  A carga emocional elevada faz com que as pessoas possam doar e oferecer subsídios para atuar com estes indivíduos tão peculiares que tornam o ambiente escolar um espaço invasivo, estranho, longe da realidade vivida por esses pequenos engenheiros do saber.

Neste contexto, pode-se perceber que o sentimento e a reflexão se unem para compreender o universo das pessoas com deficiências, altas habilidades e outros transtornos específicos de aprendizagens. Isso, nos leva a refletir sobre as dificuldades e conquistas de pessoas que são excluídas, mas que lutaram e conseguiram vencer o preconceito e a exclusão numa sociedade que em vez de incluir, excluir seus cidadãos. Diante disso, é necessário ressaltar que a deficiência que uma pessoa possui não diminui seus direitos sendo as mesmas sujeitos que fazem parte da sociedade como qualquer outro cidadão.

Nossas escolas, sejam elas públicas ou particulares, demonstram pouco preparo para atuar, lidar e conquistar esse público que demanda eficiência, percepção estratégica para envolver o discente nas atividades rotineiras, persuasão na arte do convencimento do aluno a aceitar as propostas de tarefas expostas em sala de aula. Há um desrespeito absurdo com a Lei Brasileira de inclusão quando denomina o asseguramento e a promoção, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania. Cadê as condições ofertadas pela escola que são necessárias para uma educação de qualidade garantindo a qualidade do processo formativo desses alunos?!

Mesmo diante de Decretos, Resoluções, Diretrizes e Documentos subsidiários, que apontam para ações que visam uma política de inclusão, nos espaços do ensino regular, mantêm-se o serviço especial, em escolas especiais, para os alunos deficientes e os que apresentam dificuldades em aprender frente aos métodos tradicionais. Assim, a inclusão e a escola para todos se encontram de forma fragilizada, fragmentada sem apresentar caminhos efetivos para o desenvolvimento da prática de uma educação inclusiva (ALMEIDA, 2007). Nestes casos, o relatório médico não serve como documento norteador de novas práticas pedagógicas que efetivem qualidade no processo de aquisição da aprendizagem por esse público genial.

Está mais do que na hora dos profissionais de educação perceberem que essa galera precisam de práticas inovadoras, principalmente quem é cenestésico, que aprende pelo movimento. A criança com diagnóstico de distúrbio de comportamento e déficit de atenção com ou sem hiperatividade não suporta realizar atividades monótonas, paradas que exigem demasiadamente sua atenção, e aí você como educador ou coordenador pedagógico vai notificar a criança e a família por ela não cumprir suas tarefas? Dar advertência sem ele ter noção das próprias consequências? Fazer uma lista de ocorrência de suas traquinagens? Sendo que essas ocorrências não isentam a escola de seu objetivo que é incluir por meio de condições favoráveis a formação do individuo livre capaz de compreender, agir e a resolver problemas nas diferentes situações vividas, em especial nas atividades cotidianas.

Tiballi (2003) demonstra a possibilidade da realização de uma escola inclusiva, que garanta o acesso e a permanência no processo de escolarização a todas as pessoas com deficiência ou não, por meio de seus três elementos fundamentais: o aluno, o professor e o conhecimento. Para tanto, seria necessário aos professores à qualificação profissional que possibilita distinguir e trabalhar pedagogicamente as diferentes formas de aprender através de métodos diversificados, os quais os alunos apresentam diversas maneiras de instruir-se em uma mesma sala de aula garantindo a todos a formação intelectual, ética e cultural que se dá por meio do conhecimento.

O não cumprimento ou a não observância desses preceitos nas escolas, tanto públicas como particulares, devem ser punidas como observa a lei, por que a educação está fundamentada com respaldo em quatro pilares que são: aprender a aprender; aprender a conhecer; aprender a conviver e aprender a ser. O aluno com distúrbio de comportamento em comorbidades com TDA-H, apresenta justamente dificuldade em obedecer, seguir regras, realizar as tarefas até o fim, de relacionar com a coletividade. São desvios de comportamento que implicam conhecimentos comportamentais de grandes violações das expectativas sociais próprias à idade da criança que muitas vezes reage de acordo a imaturidade neurobiológica sendo resultado da interação entre a formação, organização do sistema nervoso e as circunstâncias ambientais em que o individuo se encontra ao longo do seu processo de desenvolvimento neural diferenciando suas atitudes da idade cronológicas.

#ORETRATODAEDUCAÇÃOESPECIALNASESCOLASBRASILEIRAS

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